quinta-feira, 31 de julho de 2014

50 tons de cinza: conheça a casa de Christian Grey

Confira detalhes da mansão onde foi gravado o filme:

O trailer de 50 tons de cinza já foi divulgado, para a alegria dos fãs do livro. O filme é baseado no best-seller escrito pela britânica E.L. James e conta a história de um relacionamento entre Christian Grey (Jamie Dornan) e Anastasia Steele (Dakota Johnson).
Casa está aberta para visitação em Vancouver, no Canadá (Fotos: Reprodução/Huffington Post)A mansão onde foi gravado o filme está localizada em Vancouver, no Canadá, e está aberta para visitação.
O imóvel faz parte da Vancouver Heritage House Tour, um projeto que homenageia casas históricas e importantes da região. As informações são do portal Huffington Post.
Cena do filme 50 tons de cinza, que conta a história do relacionamento sadomasoquista entre Christian Grey e Anastasia Steele (Foto: Reprodução – Youtube)
A residência que pertence à Christian Grey na ficção foi construída em 1932 e é conhecida por ter um estilo colonial espanhol. Nela há um salão de festas com o teto folhado a ouro, uma torneira cisne de ouro, escada original toda trabalhada e um viveiro pintado a mão feito por artistas da Disney.

Confira as fotos: 


Sala de estar é toda decorada com a cor branca

Sala de jantar com belo lustre de cristal

Sala de TV tem um estilo mais rústico

Torneira de ouro em formato de cisne

Quadro esculpido em ouro no palco do salão

Escada ainda tem o formato original, feita em 1932

terça-feira, 29 de julho de 2014

Futuro da Indústria de Games está no Brasil

FUTURO DA INDÚSTRIA DE GAMES ESTÁ NO BRASIL, DIZ ESPECIALISTA TÉCNICO DA AUTODESK BRASIL


O futuro da indústria de games está no Brasil! Pelo menos é isso o que pensa Rodrigo Assaf, especialista técnico da área de mídia e entretenimento da Autodesk Brasil. O profissional chegou a tal conclusão após estudar os resultados da pesquisa realizada pela Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos), que dizia mostrou que no país existem mais de 46 milhões de pessoas ativas na internet, das quais 76% são usuários de games. O mais impressionante é que 50% desses jogadores estão dispostos a pagar para ter acesso aos jogos.
O estudo da Abragames mostra ainda que o Brasil é o quarto maior mercado consumidor de games do mundo, posição que coloca o país em destaque. Não é absurdo imaginar que o país possa se tornar uma das maiores referências da indústria global. De acordo com Rodrigo Assaf, existem cinco motivos para acreditar que o Brasil é o país do futuro na indústria dos games.
O primeiro motivo é que a mão de obra está cada vez mais qualificada graças ao advento de cursos voltados ao desenvolvimento, além disso, tal mão de obra tem uma gama de opções no mercado muito grande. O desenvolvedor pode criar gráfico e animações para indústrias como manufatura, publicitária, broadcast, arquitetura, etc.
O fator número dois é que o brasileiro é um gamer por natureza. O contato com games por muitos anos deram certo know how aos desenvolvedores, que ganharam expertise na hora de criar um novo produto. Além disso, o brasileiro é um povo criativo por natureza. Como terceiro ponto, Assaf aponta que produzir games está mais barato do que antigamente. Para o profissional, antigamente os processos de produção eram desenvolvidos em plataformas de alto custo, mas hoje em dia um único software pode ajudar o desenvolvedor a criar diferentes animações e efeitos em alto nível.
O quarto fator é que existem movimentos que tencionam impulsionar a indústria local, como o caso da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, que lançou recentemente um edital para fomento a projetos audiovisuais que inclui cinema, TV, criação de jogos eletrônicos, etc. Tal edital foi desenvolvido com o apoio da Abragames.
E por fim, a área de jogos eletrônicos está em ascensão. Entre 2012 e 2013 o setor cresceu 76%. Deste modo, pode-se inferir que o Brasil pode se tornar autossuficiente nesta indústria em poucos anos.  “Com flexibilidade de oferta de produtos, o desenvolvedor que se aventurar por esta indústria vai conseguir ganhar qualquer jogo”, disse Assaf.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Designer cria cama que vira mesa de trabalho em segundos



O móvel é ideal para quem não quer perder tempo na volta ao trabalho e ainda soluciona o problema da falta de espaço em home offices

Móvel já vem com um colchão integrado (Foto: Divulgação)

Essa é para quem não tem tempo para perder entre a hora de dormir e voltar ao trabalho. Melhor ainda: economiza bastante espaço. A designer alemã Mira Schröder criou uma cama que pode ser transformada em uma mesa de trabalho – e vice-versa – em poucos segundos.

A "transformação" da cama em mesa é muito simples: basta apertar um botão que desprende as estruturas do móvel e rodar a parte de cima. Em um lado, fica a cama, com colchão integrado. Do outro, uma superfície lisa, que pode ser utilizada como mesa.

Para transformar cama em mesa, basta apertar botão e rodar parte de cima do móvel (Foto: Divulgação)
A criação de Mira também conta com um compartimento em que tudo o que foi utilizado no trabalho pode ser guardado.

Além da praticidade, a cama que vira mesa soluciona um problema de muita gente que trabalha em casa: a falta de espaço. Afinal, em vez de dois, um único móvel satisfaz a necessidade do empreendedor.

Por enquanto, o trabalho de Mira é apenas um conceito e ainda não há previsão sobre quando a criação será comercializada.

terça-feira, 22 de julho de 2014

10 dicas para montar seu escritório em casa



Plantas e luz natural são aliadas da produtividade no trabalho (Foto: Tyler Ingram)

O melhor do trabalho em casa é a autonomia, mas é necessário equilíbrio para manter ritmo; saiba como alcançá-lo


Quem quer começar a trabalhar de casa precisa saber que o esquema de home office tem seus prós e contras. Os pontos favoráveis estão relacionados à flexibilidade de horário e à chance de fugir da distância do trabalho e do tempo do trajeto, enquanto os aspectos negativos estão ligados à queda na produtividade.

Na hora de montar um espaço de trabalho, o ideal é reforçar os prós do trabalho em casa e fazer o possível para tirar de vista o que pode tirar o foco das tarefas. Mas não é necessário transformar seu espaço de trabalho em um ambiente sem conforto e atrativos para aumentar a produtividade – um equilíbrio é necessário.

Linda Varone, escritora em especialista em home office, e Michael Chauliac, vice-presidente de marketing da loja online de móveis para escritório Poppin, ajudam a listar os 10 pontos principais para montar um escritório em casa.

1) Não ouse demais 

 Na hora de montar um espaço de trabalho, é natural que o empreendedor queira um ambiente diferente dos demais. Mas é importante não ousar. Móveis cheios de curvas, como os vistas em revistas de design e redes sociais como o Pinterest, podem não ser funcionais: uma cadeira toda descolada pode causar problemas na coluna e chamar atenção demais. "Quando há muitos estímulos visuais, o próprio ambiente pode ser o causador de distrações que diminuem a produtividade, diz Linda.


2) Siga regras ergonômicas 

A ergonomia é o estudo da relação do ser humano e os ambientes em que ele se encontra. No trabalho, esse estudo objetiva o bem-estar frente a males causados pela jornada de trabalho, como dores nos pés, na coluna e problemas visuais. Alguns pontos que devem ser levados em conta na hora de preparar seu home office: ajuste sua cadeira em uma altura que permita que seus pés sempre estejam apoiados firmemente no chão ou em um descanso para pés, posicione seu antebraço em posição paralela ao chão na hora de digitar e coloque o monitor de uma maneira em que seus olhos consigam ver toda a tela sem movimentos bruscos da cabeça.

3) Abra espaço para a luz natural

 O sol faz bem e pode te ajudar a se manter acordado. Por isso, monte seu home office perto de uma janela. E dependendo da vista, vale começar seu horário de descanso dando uma bela olhada lá fora.

4) Mas não esqueça das lâmpadas

 A luz natural faz bem, mas provavelmente não será suficiente para iluminar seu escritório. Por isso, não esqueça das lâmpadas. Linda Varone dá uma dica: em vez de luzes de parede, tente colocar luminárias na sua mesa – essas luzes podem proporcionar brilho suficiente e ainda deixam o ambiente com um clima mais bonito.

5) Guarde papéis de forma inteligente

 Chauliac afirma que o armazenamento de documentos é o principal problema de quem trabalha em casa, por conta da aversão das pessoas àqueles grandes armários de documentos. Segundo ele, esses móveis não são os mais atrativos do mundo, mas são necessários. No entanto, dá para ter estruturas mais bonitas, como prateleiras coloridas, por exemplo. É importante que elas tenham bastante espaço. Nos primeiros dias de trabalho, você pode pensar que vai sobrar espaço, mas aguarde e verá a quantidade de papel produzida durante o trabalho.

Para quem trabalha dentro de um quarto de hóspedes, outra dica de Chauliac. "É provável que o cômodo tenha um guarda-roupa. Use-o", diz ele.

6) Crie um "espaço de conforto" 

 Trabalhar por muito tempo sem uma parada é prejudicial à saúde e à própria produtividade – é necessário parar para readquirir a concentração do começo do expediente. Na hora de descansar, prepare um lugar confortável. Tudo depende de espaço, claro, mas uma poltrona estofada, um travesseiro e uma luz mais fraca podem fazer a pausa valer muito mais a pena.


7) Tenha uma plantinha perto de você

Uma planta é a decoração perfeita para o seu home office, já que ela traz para a sua casa algo que está lá fora. Além disso, ela não chama atenção bastante para tirar a concentração. Outra vantagem das plantas é que é possível deixá-las mais de dois dias sem água. Em outras palavras, você não precisa nem chegar perto do seu home office aos fins de semana.


8) Personalize com bom senso 

 Nada contra colocar fotos de família na sua mesa, mas, depois de um tempo, elas deixam de chamar a sua atenção. "É importante personalizar a mesa, mostrar que aquele lugar é seu, mas talvez seja melhor fazê-lo com memes impressos, histórias em quadrinhos ou até um cheiro que te deixe mais alegra", afirma Linda.

9) Tire da sua vista coisas que te incomodavam no seu emprego

Chauliac tem aversão a um eletrônico mais que comum em escritórios: impressoras. "Elas parecem chatas e até seus barulhinhos me irritam", diz ele. Sua fobia pode ser a mesma dele, ou aquele monte de post-its colocados no monitor, ou o toque do telefone. Trabalhar em casa tem que ser mais legal do que trabalhar fora, então é importante tirar de vista o que pode te deixar para baixo. "Ninguém está falando que é proibido ter uma impressora ou um telefone. Basta deixar aquilo mais escondido", afirma Chauliac.

10) Mantenha tudo o que você precisa perto de você 

 Lembre-se das distrações que a sua casa pode proporcionar. A TV; sua namorada ou namorado; comida; seu animal de estimação. Tudo isso é ótimo, mas deixe-os para a hora do descanso. Se toda vez que você precisar de caneta, tesoura, grampeador, papel ou uma bebida, você precisar atravessar todas essas "tentações", é provável que você perca muito tempo.

Mantenha o que você precisa ao alcance da sua mão. Se possível, pense na ideia de ter um frigobar no seu escritório. Mas há exceções. "É importante parar. Almoçar na mesa de trabalho é algo que não deve ser feito, por mais legal que o ambiente de trabalho seja. Não é preciso ficar ali todo o tempo do mundo", diz Linda.


quinta-feira, 17 de julho de 2014

O Orkut vai, mas as memórias ficam: aprenda a fazer backup de fotos, scraps, depoimentos e perfil

O Google anunciou, por meio do seu blog oficial, que o Orkut será descontinuado a partir de 30 de setembro de 2014.


Quem não lembra do bom e velho Orkut? Caso ainda possua a sua conta na rede social, usando ou não o site, saiba que é possível resgatar todas as informações contidas nele, como listas de amigos, depoimentos, scraps (recados), fotos e muito mais. Uma ferramenta nativa do Google, chamada Takeout, faz o backup dos sites do gigante das buscas, inclusive o do Orkut, como de outros serviços.

Faça backup e relembre seu perfil no Orkut (Foto: Divulgação/Orkut)
Siga o passo a passo:

Passo 1. Logado com sua conta Gmail, acesse o Google Takeout;

Passo 2. Clique em ‘Criar um arquivo’;
Criar um arquivo no Google Takeout (Foto: Reprodução/Lívia Dâmaso)

Passo 3. Selecione o Orkut na lista de produtos do Google;
Lista de serviços do Google que você utiliza (Foto: Reprodução/Lívia Dâmaso)

Passo 4. Os arquivos são salvos em .zip, para escolher outro clique em ‘Alterar’;
Selecionar o tipo de arquivo a ser salvo no seu computador (Foto: Reprodução/Lívia Dâmaso)


Passo 5. Selecione o arquivo de sua preferência;
Selecionar o tipo de arquivo a ser salvo no seu computador (Foto: Reprodução/Lívia Dâmaso)

Passo 6. Clique em ‘Criar arquivo’;
Criar o arquivo com as informações do seu perfil no Orkut (Foto: Reprodução/Lívia Dâmaso)

Passo 7. Clique em Download;
Fazer o download do arquivo com as informações do seu perfil no Orkut (Foto: Reprodução/Lívia Dâmaso)

Passo 8. O Google te pedirá para confirmar a sua identidade. Digite novamente a senha da sua conta.
Confirmação de identidade da sua conta no Google (Foto: Reprodução/Lívia Dâmaso)


O arquivo salvo em seu computador tem pastas com divisões para mensagens, depoimentos, scraps e fotos. Uma maneira prática para relembrar as suas amizades na época em que o Orkut "bombou".



Fonte

terça-feira, 15 de julho de 2014

Sua garrafa vazia de Coca-Cola pode servir como material de impressão

Reciclagem e tecnologia caminhando juntas


Já pensou em poder utilizar as suas garrafas vazias de Coca-Cola para transformá-las em “combustível” para a sua impressora 3D? Provavelmente não, mas a Ekocycle Cube 3D Printer vai permitir tal façanha.

No vídeo de divulgação que já está disponível no YouTube, o rapper norte-americano Will.i.am demonstra alguns objetos criados pela impressora, como um case de celular bem interessante. A impressora vai utilizar cerca de 25% das garrafas recicladas como material de impressão e os objetos produzidos serão flexíveis e resistentes, assim como outros produtos que são originados da mesma tecnologia.

Os cartuchos serão vendidos nas mesmas cores do líquido e da embalagem da Coca-Cola – vermelho, preto, branco e transparente – e chegarão aos Estados Unidos por US$ 1.199 (aproximadamente R$ 2.800 na conversão atual). A impressora está prevista para o segundo semestre de 2014 e, como de costume, a pergunta que fica no ar é: quando será lançada no Brasil? Nós também queremos saber.







quinta-feira, 10 de julho de 2014

Nova pulseira inteligente tem 'pingentes' de redes sociais

Usuário pode personalizar pulseira com os ícones das redes sociais que mais usa.


Uma nova pulseira inteligente pode chegar ao mercado em outubro deste ano. Mas ao contrário dos principais modelos, focado no monitoramento de exercícios, a Hicon pretender ser um gadget vestível focado em redes sociais.
Foto: Reprodução

A pulseira, feita de silicone, tem como principal função avisar os usuários de notificações das redes sociais. Conectada com o smartphone por Bluetooth, ela vibra e pisca quando há uma nova mensagem, ligação ou notificação de redes sociais.

A Hicon também é personalizável: cada pessoa pode escolher os ícones das redes que utiliza, que são como pequenos “pingentes” quadrados com os logotipos das empresas. Também é à prova d’água e à poeira e está disponível em diversas cores.
Foto: Reprodução


Outros usos que a startup planejou para a Hicon é a troca de contatos de negócios apenas com um aperto de mãos entre as pessoas que usam o dispositivo e um recurso que avisa quando a pessoa se distancia do smartphone, o que pode significar que ela está esquecendo o celular em algum local.

A empresa também planejou funções para conhecer novas pessoas. Por meio de um aplicativo, uma pessoa pode ver um mapa com perfis de usuários da Hicon que estão em locais próximos para trocar contatos e gerar conversas. Um segundo recurso faz com que a pulseira se ilumine quando uma pessoa próxima tem um perfil similar ao seu, com interesses comuns.

Por enquanto, a startup criou protótipos da pulseira e está com uma campanha aberta no site de financiamento coletivo Indiegogo. Por meio dele, a empresa pretende arrecadar US$ 60 mil para produzir a Hicon. Se der certo, cada gadget será vendido por US$ 89.


terça-feira, 8 de julho de 2014

Tecnologia orçamentária

Especialista em BIM (Building Information Modeling) explica como o conceito pode revolucionar os processos de orçamentação


Marcelo Scandaroli







Eduardo Toledo Santos, professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, é coordenador do Grupo BIM e especialista em Tecnologias da Informação aplicadas à Construção Civil.


O que é o BIM (Building Information Modeling)?BIM é um conceito que fundamentalmente envolve a modelagem das informações do edifício, criando um modelo digital integrado de todas as disciplinas, e que abrange todo o ciclo de vida da edificação. A modelagem 3D paramétrica e a interoperabilidade são características essenciais que dão suporte a esse conceito.
Como ele pode alterar a orçamentação?O uso do BIM pode proporcionar quantificação automática e precisa e, consequentemente, reduzir a variabilidade na orçamentação e aumentar sua velocidade, permitindo a exploração de mais alternativas de projeto sem sobrecarregar a atividade de orçamentação. Com ferramentas BIM, ao modificar o projeto em 3D, da mesma forma que todos os desenhos de documentação (plantas, cortes e detalhes) são automaticamente atualizados, também os quantitativos são instantaneamente recalculados. Isso permite que a análise de custos se estenda por todas as fases do empreendimento, apoiando o processo de decisão.
Como está a implantação desse conceito?O BIM, por suas muitas vantagens potenciais, tem atraído cada vez mais a atenção dos profissionais de AEC [arquitetura, engenharia e construção] no mundo todo e também no Brasil. À parte de alguns esforços organizados de associações profissionais, o que se vê são iniciativas individuais de escritórios de projetos, grandes incorporadoras e construtoras no sentido de experimentar essa tecnologia no Brasil, procurando utilizá-la em projetos-piloto. Há registro de vários casos de sucesso, mas o BIM ainda não faz parte da rotina do processo de trabalho das empresas nacionais e da maioria no exterior. No entanto, já está claro que a tendência de adoção dessa tecnologia é irreversível.
Quais são as perspectivas para a implantação do conceito BIM nos orçamentos?O natural é que os quantitativos sejam extraídos dos modelos produzidos pelos projetistas das várias disciplinas que integram o projeto. Assim, o uso eficiente do BIM na orçamentação depende da ampliação da adoção dessa tecnologia por arquitetos e projetistas, que tem sido paulatina.
Quais as barreiras para a adoção do BIM no Brasil?Vejo três obstáculos principais no Brasil. O primeiro é a falta de padrões de classificação brasileiros como o OmniClass americano, por exemplo. O IFC (padrão internacional aberto usado nas aplicações BIM) chega até certo nível de detalhe, razoavelmente genérico. Para uma orçamentação detalhada e mais precisa, é necessário que o sistema saiba classificar componentes e materiais na forma de códigos que ainda não existem para a indústria da construção nacional. Um segundo obstáculo é a necessidade de desenvolvimento de processos e padronizações dentro dos empreendimentos que estabeleçam qual o nível de detalhe para a modelagem que deve ser adotado em cada fase do projeto. Como isso envolve diferentes escritórios, empresas e profissionais, tende a ser mais difícil a obtenção de consenso, especialmente na ausência no Brasil de um profissional cada vez mais demandado no exterior, o Gerente BIM (BIM Manager), que seria o responsável por essa coordenação. Por fim, a imaturidade dos padrões para troca de informações nessa área ainda dificulta o intercâmbio de dados entre aplicativos de projeto BIM e software de orçamentação, de forma confiável e completa.
Quais são os softwares que suportam o BIM?Na parte de projeto, os três principais são o Revit da Autodesk, o ArchiCAD da Graphisoft [distribuído no Brasil pela PINI] e o Bentley Architecture, da Bentley. Especificamente para orçamentação, o Affinity da Trelligence e o DProfiler da Beck têm como diferencial serem voltados às fases de planejamento e projeto preliminar nas quais outros aplicativos têm dificuldade para produzir estimativas. Há ainda o Visual Estimating da Innovaya e o BuildingExplorer, da empresa de mesmo nome, que são focados em oferecer apoio visual ao orçamentista, facilitando a visualização do modelo para extração de quantitativos. Todos esses produtos são estrangeiros e, obviamente, ainda não trabalham diretamente com bases de dados de custo ou composição usados no Brasil, mas podem ser adaptados.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Os dez maiores erros de cálculo da ciência e da engenharia

Um pequeno erro: um grande desastre

Trem maior que a plataforma

Trem na França (AFP)
Na França, novos trens são mais largos do que o tamanho da maioria das plataformas


A descoberta feita pela estatal francesa SNCF de que seus novos trens eram largos demais para a maioria das estações foi embaraçosa. Mas não é a primeira vez que um pequeno erro de cálculo teve repercussões sérias. Neste caso, foram gastos US$20,5 bilhões na compra de 2 mil trens. Segundo a SNCF, a culpa pelo fiasco foi da operadora nacional das ferrovias, a RFF. O ministro do Transporte, Frederic Cuvillier, disse ser absurdo que uma empresa opere as vias e outra os trens, e disse que essa estrutura tinha levado ao problema.Porém, nem sempre há alguém com quem repartir a culpa.

Um satélite para monitorar o clima em Marte

Satélite de clima em Marte (AP)
Satélite de US$125 milhões desapareceu em 1999 por 'erro de conversão de unidades'


Feita para orbitar Marte como o primeiro satélite meteorológico interplanetário, a sonda desapareceu em 1999 porque a equipe da NASA usou o sistema anglosaxão de unidades (que utiliza medidas como polegadas, milhas e galões) enquanto uma das empresas contratadas usou o sistema decimal (baseado no metro, no quilo e no litro).
O satélite de U$125 milhões se aproximou demais de Marte quando tentava manobrar em direção à órbita do planeta, e acredita-se que ele tenha sido destruído ao entrar em contato com a atmosfera.
Uma investigação determinou que a causa do desaparecimento foi um "erro de conversão das unidades inglesas para as métricas" em uma parte do sistema de computação que operava a sonda a partir da Terra.


O navio Vesa

O navio Vesa (AFP)
O navio Vesa afundou em sua viagem inaugural porque era mais espesso a bombordo


Em 1628, uma multidão na Suécia presenciou horrorizada o novo navio de guerra Vesa naufragar em sua viagem inaugural, a menos de dois quilômetros da costa. Na ocasião, 30 tripulantes morreram.
Armado com 64 canhões de bronze, o Veza era considerado o navio mais poderoso do mundo.
Os arqueólogos que o estudaram depois que ele foi içado do fundo do mar em 1961 dizem que ele era assimétrico: mais espesso a bombordo do que a estibordo.
Uma razão para isso pode ser o fato de que os operários usaram sistemas de medidas diferentes. Os arqueólogos encontraram quatro réguas usadas na construção: duas estavam calibradas em pés suecos, que têm 12 polegadas, enquanto as outras usavam pés de Amsterdã, com 11 polegadas.


O planador de Gimli


Em 1983, um voo da companhia Air Canada ficou sem combustível quando voava sobre o povoado de Gimli, na província canadense de Manitoba. O Canadá havia adotado o sistema métrico decimal em 1970, e o avião havia sido o primeiro da empresa a usar as medidas métricas.
O indicador de combustível a bordo do avião não estava funcionando, por isso a tripulação usou um tubo para medir quanto combustível estavam colocando durante o reabastecimento.
O procedimento deu errado quando as medidas de volume foram convertidas em medidas de peso e houve uma confusão entre libras e quilos. O avião acabou decolando com a metade da quantidade de combustível que deveria ter.
Por sorte, o piloto foi capaz de aterrissar na pista de Gimli.


O telescópio Hubble

Imagem feita pelo telescópio Hubble (Nasa)
O Hubble hoje é considerado um êxito, mas suas primeiras imagens saíram borradas

O Hubble é famoso por suas belas imagens do espaço e por ser considerado um grande êxito da Nasa. Mesmo assim, teve um início de operação difícil.
As primeiras imagens enviadas pelo telescópio estavam borradas porque seu espelho principal era muito plano.
Não por muito - só por 2,2 mícrons, uma medida cerca de 50 vezes mais fina que um fio de cabelo - mas o suficiente para colocar em perigo todo o projeto.
Uma teoria é que uma pequena mancha de tinta em um aparelho usado para testar o espelho tenha provocado a distorção nas medidas.
Mas o cientistas conseguiram solucionar o problema em 1993.


Big Ben

Big Ben (AFP)
Segundo sino do Big Ben, em Londres, até hoje está quebrado

O sino do Big Ben no Parlamento de Londres se rompeu em 1857 e foi refundido para ser moldado novamente. Mas o novo sino, suja colocação levou três dias em 1859, também se rompeu rapidamente.
Aí começaram as disputas sobre quem era o culpado, o que deu início até mesmo a um caso de difamação.
Uma teoria diz que seu pêndulo era pesado demais, com cerca de 330 quilos, ao menos para a liga de metal usada para fazê-lo (de sete partes de estanho e 22 de cobre), algo que já havia sido alertado pelos responsável por sua fundição.
O segundo sino não foi substituído (ainda está quebrado), apenas mudou-se sua posição. Por sua vez, o pêndulo foi trocado por um mais leve.


A ponte de Laufenburg

Ponte de Laufeburg (AP)
Um dos lados da ponte de Laufenburg teve de ser rebaixado para corrigir erro de cálculo

O que é o nível do mar? Ele varia de um lugar para o outro, e países usam diferentes pontos de referência.
"A Grã-Bretanha mede a altura, por exemplo, em relação ao nível do mar em Cornwall, enquanto a França o faz em relação ao nível do mar em Marsella", explica Philip Woodworth, do Centro Oceonográfico Nacional, em Liverpool, na Inglaterra.
Já a Alemanha mede a altura em relação ao Mar do Norte, enquanto a Suíça, assim como a França, opta pelo Mediterrâneo.
Isso gerou um problema em Laufenburg, um povoado que está na divisa entre a Alemanha e a Suíça.
Conforme as duas metades de uma ponte se aproximavam uma da outra durante a construção em 2003, ficou evidente que em vez de estarem "à mesma altura do nível do mar", um lado estava 54 centímetros acima do outro.
Os construtores sabiam que havia uma diferença de 27 centímetros entre as duas versões do nível do mar, mas por alguma razão essa diferença foi duplicada em vez de ser compensada.
O lado alemão teve que ser rebaixado para que a ponte pudesse ser completada.


A dieta do explorador Scott

Scott (Getty)
Scott e sua equipe consumiram 3 mil calorias a menos por dia do que deveriam

O explorador Robert Falcon cometeu um erro fatal ao calcular a quantidade de comida que seus homens necessitariam durante sua expedição ao Pólo Sul realizada entre 1910 e 1912.
Eles recebiam uma ração de 4,5 mil calorias por dia, o que era insuficiente quando se tem que arrastar trenós, ainda mais a uma grande altitude.
Segundo Mike Stroud, médico especialista em expedições polares e em nutrição, os expedicionários de Scott estavam recebendo 3 mil calorias a menos do que seus corpos necessitavam, e perderam 25 quilos antes de alcançar seu destino e começar o retorno.
Acredita-se que todos morreram de fome na viagem.


A pista de biatlon de Sochi

Pista de biatlon en Sochi (AFP)
Pista de biatlon nos Jogos de Inverno de Sochi, na Rússia, era mais curta do que deveria

Na véspera do início das Olimpíadas de Sochi, na Rússia, foi descoberto que a pista de biatlon - que deveria ser um circuito de 2,5 quilômetros - era 40 metros mais curta.
Com isso, os competidores da prova de 7,5 quilômetros percorreriam menos de 7,4 quilômetros ao completar a prova, enquanto os da prova de 12,5 quilômetros percorreriam 12,3 quilômetros.
O erro foi consertado a tempo da primeira prova, três dias depois.


A Ponte do Milênio de Londres

Ponte do Milênio (Getty)
A Ponte do Milênio, em Londres, balançava demais quando foi inaugurada

Para marcar o início do novo milênio, Londres construiu uma ponte para pedestres em junho de 2000 que une o famoso museu Tate Modern, localizado na margem sul do rio Tâmisa, com a margem norte próxima a Catedral de Saint Paul.
Mas logo percebeu-se que a estrutura de 350 metros de comprimento tremia de forma preocupante quando se caminhava sobre ela. Um dos problemas de design de uma ponte de pedestre é o efeito da "pisada sincronizada": a medida que a ponte balança, as pessoas ajustam seu passo conforme o ritmo da ponte, aumentando ainda mais sua oscilação. Neste caso, os designers levaram em conta os passos sincronizados de cima para baixo, mas não o efeito para os lados.
No ano seguinte, começaram a ser instalados amortecedores para reduzir seu balanço, e ela foi reaberta ao publico em 2002.
Fonte

terça-feira, 1 de julho de 2014

Criatividade e Design


A nova torre de observação com escorregador do Vitra Campus


Vitra Slide Tower / Carsten Höller. Imagem © Vitra
A Vitra acaba de revelar o mais novo acréscimo ao conjunto de icônicos edifícios que compõem seu campus, uma torre de observação e um escorregador projetados por Carsten Höller. Localizado num promenade de Álvaro Siza que conecta o Vitrahaus de Herzog & de Meuron ao Posto de Bombeiros de Zaha Hadid, a nova torre oferece dois novos modos de ver o Vitra Campus: de cima, observando sobre os outros edifícios; e numa vertiginosa descida, já que a cobertura transparente do escorregador oferece inusitadas vistas para o entorno.




A torre de 30 metros de altura consiste em um tripé de colunas inclinadas que suportam uma plataforma de observação e um escorregador em espiral. No topo da torre, onde as três colunas se encontram, há um relógio de seis metros de diâmetro - um acréscimo pragmático a essa extravagante escultura que, todavia, evita a utilidade, pois está instalado diagonalmente e não conta com números, assim, não se pode apontar com clareza as horas do relógio.
Vitra Slide Tower / Carsten Höller. Em primeiro plano o projeto Diogenes de Renzo Piano. Imagem © Vitra

Escorregadores são um tema recorrente na obra do artista Carsten Höller, figurando previamente no New Museum de Nova Iorque e no Turbine Hall do Tate Modern de Londres. Comentando sobre a ideia do escorregador, Höller disse: "um escorregador é um trabalho escultural com um aspecto pragmático, uma escultura onde se pode viajar. Contudo, seria um equívoco pensar que se deve usar o escorregador para que a obra faça sentido. Observar a obra a partir do exterior é uma experiência diferente mas igualmente válida.




Höller continua: "Por uma perspectiva arquitetônica e prática, os escorregadores representam um dos meios de transporte possíveis em um edifício, equivalente ao elevador, escadas rolantes e escadas. Os escorregadores transportam as pessoas rapidamente, em segurança e elegantemente até seus destinos, são construções baratas e energeticamente eficientes. São também dispositivos que permitem experienciar um estado emocional único, próximo ao prazer e à loucura."